Governo do Estado do Espírito Santo
08/04/2026 13h49 - Atualizado em 08/04/2026 13h54

Efeitos da Sudene no Espírito Santo é destaque em estudo realizado pelo IJSN

No último dia 31 de março, o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) divulgou em coletiva de imprensa o estudo especial, “Desenvolvimento regional equilibrado do Espírito Santo: evidências para inclusão de todos os municípios capixabas na Sudene”, elaborado pela Coordenação de Estudos Econômicos do IJSN.

Atualmente, 31 municípios da região Norte capixaba já integra a área de atuação da Sudene, enquanto outros 47 municípios do Centro-Sul permanecem fora.

“Essa divisão cria uma desigualdade de condições entre territórios vizinhos, especialmente no acesso a instrumentos como o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e incentivos fiscais”, destacou o pesquisador responsável pela elaboração do estudo, Sávio Bertochi.

O estudo demonstra ainda que os municípios incluídos na Sudene desde 2007 não apenas apresentaram crescimento econômico, como também estruturaram uma rede de proteção para o emprego e a renda. A análise, baseada na metodologia de Diferenças em Diferenças (DiD), avaliou indicadores como PIB per capita, emprego formal, arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS) e salário médio, confirmando efeitos positivos associados à política.

Outro achado relevante é o papel do crédito do FNE, que atua de forma anticíclica, especialmente em contextos de retração econômica. No entanto, os resultados mostram que esse instrumento possui um período de maturação de aproximadamente dois anos e atinge seu potencial máximo quando associado a investimentos em educação e capital humano.

Além disso, o estudo reforça que a ampliação da área de atuação da Sudene para todo o território capixaba não deve ser compreendida apenas como um pleito político, mas como uma estratégia baseada em evidências para equilibrar o desenvolvimento regional. A proposta ganha ainda mais importância diante da Reforma Tributária (IVA Dual), que eliminará a partir de 2033 os incentivos fiscais e financeiros subnacionais dos estados e, por isso, tende a impactar a capacidade de competição do Espírito Santo.

A apresentação realizada na coletiva sintetizou esses achados e destacou que a universalização da Sudene no estado pode funcionar como mecanismo de compensação federativa, contribuindo para reduzir desigualdades regionais e fortalecer o dinamismo econômico capixaba.

A versão completa do estudo está disponível na publicação “Texto para Discussão nº 65”, no site do IJSN, e pode ser acessada pelo link:
https://ijsn.es.gov.br/publicacoes/textos-para-discussao/td-65-efeitos-da-sudene-no-espirito-santo-e-sua-ampliacao

Informações à Imprensa:

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