O Espírito Santo alcançou a menor taxa de desocupação da série histórica: 2,4%, no quarto trimestre de 2025. Ao longo de 2025, mais de 2 milhões de pessoas estavam ocupadas no estado, o que representa alta de 0,5% em relação ao ano anterior e de 13,9% na comparação com 2020. O nível de ocupação atingiu cerca de 60,6% da população em idade de trabalhar, indicando que seis em cada dez capixabas com 14 anos ou mais estavam inseridos no mercado de trabalho.
Essas e outras estatísticas sobre o mercado de trabalho capixaba foram divulgadas no estudo especial do Dia do Trabalhador, elaborado pela coordenação de Estudos Econômicos do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
“Este é um estudo especial que o Instituto divulga em alusão ao dia 1º de maio. Os indicadores divulgados evidenciam o bom momento do mercado de trabalho capixaba, marcado pela ampliação da ocupação, crescimento da renda e estabilidade nos níveis de informalidade. De forma geral, os indicadores apontam para um mercado de trabalho mais dinâmico e resiliente”, destaca o diretor-geral do IJSN, Antonio Rocha.
O estudo também apresenta o rendimento médio mensal, que chegou a R$ 3.508 no quarto trimestre de 2025, posicionando o Espírito Santo na 10ª colocação entre as unidades da federação. O valor representa crescimento de 2,6% em relação a 2024 e de 13,6% na comparação com 2020, sinalizando melhora no poder de compra da população. Ao mesmo tempo, a taxa de informalidade ficou em 37,0% em 2025, com leve redução frente aos anos anteriores e tendência de estabilidade desde o segundo semestre de 2024. O estado apresenta a 10ª menor taxa de informalidade do país, o que indica avanços na qualidade das ocupações.
O nível de ocupação entre homens (71,8%) permanece significativamente superior ao das mulheres (50,0%). A escolaridade também influencia fortemente a inserção produtiva: enquanto 45,7% das pessoas com ensino fundamental estão ocupadas, esse percentual chega a 78,3% entre aqueles com ensino superior. Em termos etários, a população de 25 a 59 anos apresenta o maior nível de ocupação (77,6%), ao passo que jovens e idosos possuem menor inserção.
No mercado formal, o Espírito Santo registrou saldo positivo de 13.590 empregos com carteira assinada em 2025, com destaque para o segundo trimestre, período de maior geração de vagas. O estoque total alcançou cerca de 923 mil vínculos formais. O setor de comércio e serviços liderou a criação de postos de trabalho, seguido por atividades relacionadas à informação, comunicação e transporte, enquanto alguns segmentos, como a construção, apresentaram saldo negativo no período.
Além disso, setores estratégicos vêm ganhando relevância na estrutura ocupacional do estado. A economia criativa já reúne mais de 200 mil pessoas ocupadas, representando 9,8% do total, e apresenta taxa de informalidade inferior à média nacional. Já a economia do turismo emprega cerca de 168 mil pessoas, com forte concentração nas atividades de alimentação, embora ainda registre níveis mais elevados de informalidade. Acesse: https://ijsn.es.gov.br/publicacoes/sinteses/ijsn-especial
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