<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Artigo - Empoderamento dos conselhos: por mais lutas pautadas no interesse coletivo</title><link>https://ijsn.es.gov.br:443/observatorios/observatorio-das-metropoles/artigos/compartilhar-Empoderamento-dos-conselhos-por-mais-lutas-pautadas-no-interesse-coletivo</link><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Por Isabella Batalha Muniz Barbosa e Clemir Regina Pela Meneghel&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Falar sobre participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o social exige repensar seu conceito historicamente, a sua din&amp;acirc;mica que perpassa por v&amp;aacute;rias dimens&amp;otilde;es, e como se faz revelar na contemporaneidade no &amp;acirc;mbito da Regi&amp;atilde;o Metropolitana da Grande Vit&amp;oacute;ria (RMGV). Nessa perspectiva, &amp;eacute; importante ressaltar o contexto crescente de inova&amp;ccedil;&amp;otilde;es tecnol&amp;oacute;gicas que mudaram as formas de representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas na esfera p&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vale refletir se a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o social, inserida em novos contextos de redes, tem alcan&amp;ccedil;ado &amp;ecirc;xito em suas demandas junto ao poder local, e se os seus desdobramentos t&amp;ecirc;m respaldado o interesse coletivo, j&amp;aacute; que as redes n&amp;atilde;o se esgotam a uma territorialidade restrita, e sim perpassa para al&amp;eacute;m dela. Portanto, os desafios est&amp;atilde;o postos em inst&amp;acirc;ncias de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de poder ampliadas territorialmente. Desse modo, como a sociedade se insere, participa e se faz representar neste contexto de fluxo permanente?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos conselhos de gest&amp;atilde;o urbana da RMGV que, em sua maioria, &amp;eacute; tripartite, com representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o parit&amp;aacute;ria do poder p&amp;uacute;blico, sociedade civil e setor produtivo, ainda assim h&amp;aacute; um desequil&amp;iacute;brio de for&amp;ccedil;as entre defesa dos interesses privados e coletivos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, cresce a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de apatia e a indiferen&amp;ccedil;a por parte da sociedade em ocupar estes espa&amp;ccedil;os e defender seus interesses institucionalmente, seja por descr&amp;eacute;dito, seja por distanciamento da pr&amp;aacute;tica da gest&amp;atilde;o urbana, e desse modo, acabam sendo ocupados por representantes da for&amp;ccedil;a majorit&amp;aacute;ria do mercado empresarial.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; um espa&amp;ccedil;o de disputa e de luta, entretanto, bastante desigual no que se refere ao acesso aos equipamentos urbanos, &amp;agrave; mobilidade, ao lazer, dentre outros, o que traz dificuldades cotidianas, especialmente para popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de baixa renda.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os movimentos ativistas contempor&amp;acirc;neos se caracterizam de certa forma, como uma retomada da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o c&amp;iacute;vica e solid&amp;aacute;ria &amp;agrave; causa p&amp;uacute;blica e entendem a cidade como o l&amp;oacute;cus da diversidade e da contesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por onde clamam direitos e demandam por cidades mais saud&amp;aacute;veis e sustent&amp;aacute;veis. Desse modo, o ativismo urbano tem atuado legitimamente em diversas causas, por&amp;eacute;m de forma fragmentada, e tem se mostrado ineficiente para convergir a sociedade como um todo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A efetividade nas tomadas de decis&amp;otilde;es, que tem uma base ideol&amp;oacute;gica e pol&amp;iacute;tica, depende muito do poder de barganha do que cada grupo social exerce, e sua capacidade de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o a outros segmentos da sociedade e da pol&amp;iacute;tica partid&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nessa perspectiva, vale uma reflex&amp;atilde;o propositiva de fortalecimento dos processos participativos da sociedade; capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos conselheiros, emponderando-os e discutindo com eles o quanto &amp;eacute; importante que suas lutas sejam pautadas no interesse coletivo, em detrimento das pautas de interesse privado. H&amp;aacute; que se pensar tamb&amp;eacute;m sobre a composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nestas estruturas institucionais, que t&amp;ecirc;m um papel relevante na pol&amp;iacute;tica de desenvolvimento urbano das cidades.&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Isabella Batalha Muniz Barbosa &amp;eacute; doutora em Arquitetura e Urbanismo e pesquisadora do N&amp;uacute;cleo Vit&amp;oacute;ria &amp;ndash; Observat&amp;oacute;rio das Metr&amp;oacute;poles/IJSN.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Clemir Regina Pela Meneghel &amp;eacute; mestre em Arquitetura e Urbanismo e pesquisadora do N&amp;uacute;cleo Vit&amp;oacute;ria &amp;ndash; Observat&amp;oacute;rio das Metr&amp;oacute;poles/IJSN.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description></channel></rss>