<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Artigo - Plano Diretor Urbano Integrado da RMGV, onde está o impasse?</title><link>https://ijsn.es.gov.br:443/observatorios/observatorio-das-metropoles/artigos/plano-diretor-urbano-integrado-da-rmgv-onde-esta-o-impasse</link><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Por Bruno Louzada,&amp;nbsp;Latussa Laranja e Clemir Meneghel&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Desde 2017, a Regi&amp;atilde;o Metropolitana da Grande Vit&amp;oacute;ria (RMGV), apoiada por um sistema gestor criado em 2005, conta com um Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI), publicado como Lei Complementar Estadual 872/2017, segundo os conceitos e as diretrizes para o planejamento das Regi&amp;otilde;es Metropolitanas estabelecidos no Estatuto da Metr&amp;oacute;pole. A RMGV foi a &amp;uacute;nica no Brasil a cumprir o prazo inicial estabelecido. Mas o que isso significa para o dia a dia de quem vive na metr&amp;oacute;pole capixaba?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O PDUI teve a tarefa de planejar o que &amp;eacute; comum aos sete munic&amp;iacute;pios da RMGV, para garantir que mais e mais cidad&amp;atilde;os se beneficiem das oportunidades de viver na metr&amp;oacute;pole, diminuindo as desigualdades que marcam as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de vida entre os munic&amp;iacute;pios. Estamos falando de seguran&amp;ccedil;a frente a riscos ambientais e sanit&amp;aacute;rios, acesso a trabalho e lazer, mobilidade urbana justa e sustent&amp;aacute;vel, e gest&amp;atilde;o territorial comprometida com a melhoria da qualidade de vida dos mais vulner&amp;aacute;veis. O resultado &amp;eacute; composto por um conjunto de Diretrizes, Pol&amp;iacute;ticas e A&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ent&amp;atilde;o, se o planejamento metropolitano existe e, ainda que n&amp;atilde;o aborde temas importantes como habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, serve de diretriz para implementa&amp;ccedil;&amp;otilde;es importantes, o que falta para avan&amp;ccedil;ar mais na coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o metropolitana? Como garantir que o esfor&amp;ccedil;o de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva de t&amp;eacute;cnicos e da sociedade seja considerado na tomada de decis&amp;otilde;es a respeito dos projetos que ser&amp;atilde;o importantes para os pr&amp;oacute;ximos anos? Como dar respostas conjuntas aos desafios comuns e que se apresentam sempre com nova face, a exemplo das consequ&amp;ecirc;ncias da pandemia de Covid-19, que aprofundou as diferen&amp;ccedil;as entre os mais ricos e os mais pobres?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&amp;Eacute; importante ressaltar que a gest&amp;atilde;o metropolitana se faz de forma coletiva, com a necess&amp;aacute;ria participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos entes federativos que a comp&amp;otilde;em: Estado e munic&amp;iacute;pios. Isso faz com que se imponha o di&amp;aacute;logo, a coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o esp&amp;iacute;rito p&amp;uacute;blico para a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos desafios e a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos projetos constru&amp;iacute;dos em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de interesses comuns, superando as diferen&amp;ccedil;as, mas respeitando as especificidades de cada ente. Isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma tarefa f&amp;aacute;cil, exigindo um esfor&amp;ccedil;o de lideran&amp;ccedil;a e de fortalecimento das inst&amp;acirc;ncias democr&amp;aacute;ticas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma sugest&amp;atilde;o, ainda que &amp;oacute;bvia, passa por ampliar os espa&amp;ccedil;os de participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na governan&amp;ccedil;a metropolitana, de modo a tornar o controle social o contrapeso necess&amp;aacute;rio frente &amp;agrave;s mudan&amp;ccedil;as trazidas por elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es a cada dois anos, que reconfiguram o quadro administrativo e pol&amp;iacute;tico do Estado e dos munic&amp;iacute;pios. Em outras palavras, para manter o protagonismo observado na fase de elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Plano, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o social deve estar presente e com peso equivalente, nas etapas do p&amp;oacute;s-planejamento: execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e acompanhamento.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;At&amp;eacute; que se revejam os mecanismos de incentivo, como por exemplo, acesso a recursos, manter o di&amp;aacute;logo aberto depende da disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos gestores eleitos e da composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mosaico pol&amp;iacute;tico a cada momento. Um novo alento, no n&amp;iacute;vel nacional, foi a institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Pol&amp;iacute;tica Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU) e a retomada das Confer&amp;ecirc;ncias Nacional, Estaduais e Municipais das Cidades, depois de um hiato de seis anos. Esse hiato acabou por desmobilizar relevantes mecanismos e espa&amp;ccedil;os de discuss&amp;otilde;es que s&amp;atilde;o fundamentais para o fortalecimento da gest&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica, participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o popular e controle social.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A pauta nacional deve ser a prioriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos arranjos metropolitanos, com um modelo estrutural da governan&amp;ccedil;a metropolitana, com mudan&amp;ccedil;as no estatuto das metr&amp;oacute;poles, regulamentando e dando for&amp;ccedil;a aos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de gest&amp;atilde;o interfederativa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No n&amp;iacute;vel local, os dados do &amp;uacute;ltimo Censo IBGE mostram o aumento maior da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos munic&amp;iacute;pios vizinhos &amp;agrave; capital, Vit&amp;oacute;ria, e imp&amp;otilde;em uma rediscuss&amp;atilde;o da correla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de for&amp;ccedil;as para a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos problemas que afetam a maioria da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da RMGV. As elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es municipais que se aproximam trazem uma nova oportunidade de colocar o tema metropolitano em debate, e de fortalecer o di&amp;aacute;logo entre entes federativos e sociedade civil, com o compromisso republicano e democr&amp;aacute;tico das lideran&amp;ccedil;as pol&amp;iacute;ticas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Bruno Casotti Louzada (Mestre em Arquitetura e Urbanismo, Coordenador de Geoprocessamento do IJSN e pesquisador do N&amp;uacute;cleo Vit&amp;oacute;ria - Observat&amp;oacute;rio das Metr&amp;oacute;poles)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Latussa Bianca Laranja Monteiro (Doutora em Arquitetura e Urbanismo, Professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFES e pesquisadora do N&amp;uacute;cleo Vit&amp;oacute;ria - Observat&amp;oacute;rio das Metr&amp;oacute;poles)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Clemir Regina Pela Meneghel (Mestre em Arquitetura e Urbanismo e Pesquisadora do INCT/Observat&amp;oacute;rio das Metr&amp;oacute;poles/IJSN)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description></channel></rss>