IJSN divulga estudo sobre o impacto das transferências de renda sobre a pobreza no ES

        
O trabalho teve como objetivo a avaliação da contribuição do programa Bolsa Família para a redução da pobreza no Estado.      
O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) em parceria com a secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (SEASTDH), apresentou, nesta terça-feira (31), o resultado do estudo “Impacto das Transferências de Renda Sobre a Pobreza no Espírito Santo”. O trabalho teve como objetivo a avaliação da contribuição do programa “Bolsa Família” para a redução da pobreza no Estado no período de 2004 a 2009, bem como a análise de medidas que poderão ser tomadas para potencializar tais resultados, a fim de subsidiar o governo quanto à elaboração de propostas na área de redução da pobreza.

São considerados pobres indivíduos com renda per capita máxima de R$ 157,00 e indivíduos na faixa de extrema pobreza, aqueles com renda per capita máxima de R$ 78,00. No Espírito Santo, cerca de 15% da população é classificada como pobre, sendo que dentro dessa faixa, 3,6% da população é classificada como extremamente pobre.

São incluídas no cadastro único do “Bolsa Família”, famílias em extrema situação de pobreza tendo filhos ou não; famílias em situação de pobreza que apresentam gestantes, crianças ou adolescentes com idade entre 0 e 15 anos e famílias com renda per capita mensal entre R$ 0,00 e R$ 140,00, que possuam jovens de 16 e 17 anos. Segundo os dados divulgados pelo IJSN, o “Bolsa Família”, entre os anos de 2003 e 2009, contribuiu mais para a redução da extrema pobreza (-1,3 pontos percentuais), do que para redução da pobreza (-0,8 pontos percentuais). Atualmente, o Espírito Santo está utilizando 81% do seu potencial de cobertura de transferência de renda (40 mil famílias 
abaixo da cota).
De acordo com Ana Paula Vescovi, diretora presidente do IJSN, o estudo teve como principal objetivo responder a uma pergunta: qual a melhor alternativa para expandir os cenários de impacto do “Bolsa Família” sobre a pobreza e a extrema pobreza no Estado: o aumento dos benefícios ou o aumento do número de beneficiários? Para Ana Paula, “o plano mais eficaz para alcance da redução da extrema pobreza é aumentar o número de beneficiários, e não só o valor dos benefícios.”
 Já o secretário da Assistência Social, Rodrigo Coelho enfatizou que, para que haja a redução informada pelo Instituto, é de extrema importância que as famílias que se encontram fora do Cadastro Único sejam identificadas. “Precisamos criar alternativas para melhorar a efetividade do nosso cadastro para que consigamos identificar essas famílias e inseri-las nos programas de assistência ofertados pelo Estado”, disse o secretário.

 


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