Exportações puxam crescimento da economia capixaba

O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) divulgou, nesta terça-feira (31), o Panorama Econômico, em sua 7ª edição, referente ao segundo trimestre de 2010. O estudo apresenta dados do desempenho da economia mundial, da economia brasileira e do Espírito Santo. Os resultados positivos na economia capixaba foram impulsionados pelo Comércio Exterior indicando aumento de 22,8% nas exportações. O documento foi detalhado pelo coordenador de Estudos Econômicos do IJSN, Matheus Magalhães e pelo economista do setor, Victor Toscano.

Para Matheus Magalhães, o segundo trimestre do ano de 2010 pode ser interpretado como um período de arrefecimento do nível de atividade, tanto em nível nacional quanto estadual. Após um período de crescimento robusto, período pós-crise, a economia brasileira parece ter entrado em uma fase onde o crescimento continua, embora em menores taxas do que anteriormente.

No caso da economia internacional observa-se que o ambiente econômico tem sido relativamente estável no período posterior à crise da Grécia. Conforme ressaltado no número anterior do Panorama, apesar dessa crise ter chamado atenção por seu caráter sistêmico e pela possibilidade de ocorrência de uma nova crise em escala mundial, as medidas tomadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e por outros países membros da União Européia (UE) fizeram com que as consequências desse episódio acabassem não sendo tão drásticas quanto se imaginou à primeira vista.

O estudo também faz uma abordagem sobre as principais áreas da economia capixaba, bem como algumas análises relacionadas a essas áreas e o comportamento de cada uma nesse período.

Merece destaque, o comportamento do Comércio Exterior: o Espírito Santo vem passando por um momento favorável em suas transações com o setor externo, com aumentos registrados para suas exportações (+22,76%), importações (+16,33%) e corrente de comércio (+20,22%). Em termos de destinos das exportações estaduais, Estados Unidos ocupa o primeiro lugar no ranking de parceiros comerciais do Estado.



Já na produção Industrial, observa-se uma desaceleração do ritmo de crescimento do índice de produção física do Estado, com queda de -1,42% em relação ao trimestre anterior.

No caso do mercado de trabalho, este também registrou um saldo líquido positivo de +15.363 vagas de empregos formais (CAGED). Em relação ao emprego industrial (PIMES), ocorreram elevações tanto nos índices de horas pagas (+3,43%) quanto de pessoal ocupado na indústria (+2,06%).



No que se refere à produtividade industrial, após quatro trimestres de altas consecutivas, esse indicador registrou queda de -4,74%.

Outros setores como: consumo e investimentos e comércio varejista estadual também apresentaram queda, tanto no caso do Varejo (-1,58%) quanto no caso do Varejo Ampliado (-1,92%).

Matheus Magalhães destaca as expectativas para o próximo período. Segundo ele, ocorreram revisões positivas de estimativas de taxa de crescimento para o Brasil, com taxa média prevista em torno de +7% no ano de 2010. Índices de confiança referentes ao Estado têm apontado para um cenário otimista no curto prazo.

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