Atividades criativas garantem maior remuneração

Noticia Boletim Economia CriativaAtividades criativas ocuparam um total de 144.170 pessoas no Espírito Santo no quarto trimestre de 2017. E esse tipo de trabalho garantiu a quem nele atuou um rendimento real de R$ 1.974,32. O valor é 24,4% maior do que o registrado no mesmo período de 2016, nas mesmas atividades.

Destaca-se o fato das atividades criativas terem apresentado forte crescimento na remuneração, enquanto nas atividades não criativas ter sido registrada queda de 1,6%, que resultou na redução do valor de R$ 1.950,00, no quarto trimestre de 2016, para um total de R$ 1.918,74 no mesmo período de 2017.   

Em nível nacional, o rendimento médio real, considerando apenas o trabalho principal em atividades criativas, foi de R$ 2.063,03, ficando 2,3% menor do que o do mesmo período do ano anterior.

Os dados fazem parte do Boletim da Economia Criativa, divulgado nesta quinta-feira (08) pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), tendo como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A pesquisa revela que o número de pessoas ocupadas em atividades criativas no Espírito Santo manteve-se estável (caiu apenas 0,1% na comparação entre os três últimos meses de 2017 e o mesmo período de 2016), equivalendo a 7,7% do total de pessoas ocupadas no Estado. Em relação ao ranking nacional, o Espírito Santo ficou na 17ª posição, cabendo ao Rio de Janeiro (11,5%) o primeiro lugar, seguido por São Paulo (10,5%) e Distrito Federal (9,7%).

Das pessoas que trabalham em segmentos criativos no Espírito Santo, 83,6% ou são trabalhadores do setor privado (46,5%) ou atuam por conta própria (37,1%). Já no que diz respeito à faixa etária, a maior parcela de ocupados possui entre 30 e 39 anos (25,8%).

São consideradas atividades econômicas criativas as manifestações humanas ligadas à arte em suas diferentes modalidades, seja do ponto de vista da criação artística em si, como pintura, escultura e artes cênicas, seja na forma de atividades criativas com viés de mercado, como design e publicidade.

Para o cálculo dos indicadores apresentados no Boletim da Economia Criativa, foram considerados os seguintes segmentos de atividades econômicas: Design, teatro (artes cênicas), artesanato, música, audiovisual, tecnologias de informação e comunicação (TIC), festas e celebrações, gastronomia, publicidade, patrimônio e artes, editorial e pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Confira o Boletim de Economia Criativa - 4º Tirmestre de 2017 aqui.

 

Texto: Claudia Feliz