Variação de 0,2% no PIB trimestral do ES indica redução no ritmo de crescimento

Nesta segunda-feira (08), o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) divulgou o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2015. Os resultados indicam um crescimento de +0,2 % em relação ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Em valores correntes, o PIB estadual atingiu no primeiro trimestre de 2015 o valor de R$ 32,0 bilhões totalizando no acumulado de quatro trimestres R$ 131,4 bilhões. A economia estadual cresceu acima da média nacional em todas as bases de comparação, contudo, apresentou sinais de redução no ritmo de crescimento na série dessazonalizada.

O desempenho da economia capixaba é explicado mais uma vez pelo crescimento da Indústria Extrativa. O acréscimo de +33,3% na produção do setor, em comparação com o mesmo período de 2014 foi preponderante para que o nível de atividade no Espírito Santo crescesse +7,8% na mesma base de comparação. Em doze meses, o crescimento do setor foi de +22,4% e o do Estado de +6,4%. Esse resultado deve ser creditado à operação de novas usinas de pelotização da Vale e da Samarco, que iniciaram a produção em fase de testes no segundo trimestre de 2014 e elevaram-na gradativamente a partir do terceiro trimestre do mesmo ano.

Indústria Extrativa e Metalurgia

A Indústria Extrativa teve papel crucial no desempenho da economia capixaba no primeiro trimestre de 2015. O início das atividades em Tubarão VIII e na IV Usina de pelotização da Samarco tem impulsionado a produção do setor, que apresentou uma expansão de +33,3%, em comparação com o mesmo período de 2014. Esse desempenho exerceu forte influência no nível de atividade no Espírito Santo que avançou +7,8% na mesma base de comparação. Em 12 meses, o crescimento do setor foi de +22,4% e o do Estado de +6,4%.

Outro setor que impactou positivamente no indicador trimestral de PIB foi o de Metalurgia. Impulsionado pelo crescimento da demanda por exportações, o setor atingiu um crescimento de +41,8% no primeiro trimestre de 2015, relativamente ao mesmo período de 2014, e de +11,3% no acumulado em doze meses, contra igual período anterior.

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, o nível de atividade econômica capixaba apresentou-se praticamente estável ao registrar variação de +0,2%, com diminuição no ritmo de crescimento frente aos três trimestres anteriores. Uma vez que as novas plantas de pelotização estavam operantes nos trimestres considerados, o impacto do início de sua produção deixa de ser significativo para a variação do nível de atividade estadual. Este resultado sugere que o crescimento da economia estadual, que nos últimos três trimestres esteve ancorado no setor extrativo, tende a desacelerar ao longo do ano, sobretudo a partir do segundo semestre de 2015.

Atividades em queda

Em outros setores da indústria, no confronto entre o primeiro trimestre de 2015 com o primeiro de 2014, houve queda na produção. As atividades de Fabricação de celulose, papel e produtos de papel, Fabricação de produtos de minerais não metálicos e Fabricação de produtos alimentícios apresentaram variações de -0,4%, -8,9% e -11,1% respectivamente. No acumulado em doze meses, as variações foram de +0,3%, -2,8% e -12,1%, na mesma ordem.

No Comércio Varejista Ampliado houve queda de -6,1% no volume de vendas no primeiro trimestre de 2015 no confronto contra igual período de 2015, com recuo de oito das dez atividades consideradas na pesquisa. No acumulado de doze meses, a queda no volume de vendas foi de -3,4% com sete das dez atividades apresentado variação negativa neste tipo de comparação.

Na agricultura, o forte calor e a estiagem entre dezembro de 2014 e março de 2015 comprometeram a safra da maior parte das lavouras capixabas. A previsão é de queda na produção agrícola em 2015, com destaque para a retração nas produções de café (-22,5%), mamão (-2,5), tomate (-21,7%), cana de açúcar (-9,7%) e banana (-13,8%), produtos com maior participação no valor da produção agrícola em 2013.

Cenário nacional

Nas comparações com o Brasil, os resultados da economia capixaba foram superiores em todas as medidas de desempenho consideradas. Enquanto o Espírito Santo obteve crescimento de +7,8% no primeiro trimestre de 2015, frente ao mesmo período do ano anterior, o nível de atividade nacional registrou queda de -1,6%. No acumulado em doze meses, as variações foram de +6,4% para o Estado e de -0,9% para o Brasil. No confronto contra o trimestre encerrado em março de 2015, na série com ajuste sazonal, as duas economias apresentaram-se praticamente estáveis, com ligeira diferença a favor do estado.

O bom desempenho do Estado relativamente ao Brasil, na série sem ajuste sazonal, se repetiu nos últimos quatro trimestres, refletindo a entrada em operação e o aumento gradual da produção das usinas de pelotização a partir do segundo trimestre de 2014. Com estes resultados o indicador acumulado em doze meses estadual passou a crescer mais do que o Brasil a partir do terceiro trimestre de 2014.

Metodologia

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no Espírito Santo, que refletem a economia do Estado. Os dados apresentados são resultado de um trabalho desenvolvido pelo Instituto, que desde 2009, com base na metodologia desenvolvida pelos consultores Bonelli, Bastos e Abreu, calcula o Indicador Trimestral de PIB.

Essa metodologia permite que PIB seja apresentado regularmente, antes da divulgação do PIB anual, produzido em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresenta uma defasagem de divulgação de dois anos.

O Documento completo está disponível aqui.

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