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Em oito anos, Espírito Santo reduz o índice de pobreza em 54,3%

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Em oito anos, o Espírito Santo apresentou uma importante redução de sua taxa de pobreza, que caiu de 32,8% em 2001, para 15% em 2009, o que representa uma queda de 54,3% do número de pessoas pobres  no Estado ao longo desse período. Esse é um dos principais dados informados, nesta terça-feira (28) pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) com a divulgação da Síntese dos Indicadores Sociais do Espírito Santo.
A publicação pretende mostrar a evolução socioeconômica do Estado ao longo do período entre 2001 e 2009, reunindo dados referentes às áreas de saúde, educação, demografia, mercado de trabalho, arranjos familiares, situação dos domicílios e concentração de renda e de pobreza.
O estudo foi realizado com o objetivo de subsidiar os gestores públicos quanto á formulação de políticas públicas, a partir da produção do conhecimento territorial e socioeconômico do Espírito Santo. As informações para a construção dos indicadores foram retiradas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e de censos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além dos dados fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (DATASUS) e pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA).
De acordo com os resultados obtidos pelo estudo, observa-se que, na área de demografia, durante o período de entre 2001 e 2009, houve um ritmo decrescente, com redução da taxa de fecundidade total para níveis abaixo da taxa de reposição populacional de 2,1 filhos por mulher em idade reprodutiva e mudanças na estrutura etária em virtude do aumento do número de idosos, que resultou na redução do número de pessoas em idade inativa (0 a 14 anos e mais de 65 anos) em relação ao número de pessoas em idade ativa (15 a 64 anos).
Na área de saúde, o Espírito Santo destacou-se com a redução do índice de mães jovens (15 á 19 anos), apresentando uma queda de 22,3% em 2001 para 18,2% em 2008 (-4,1 pontos percentuais). Além disso, O índice de mortalidade infantil também passou de 17,8 para 12,0 mortes a cada mil habitantes. Entretanto, o Estado ainda possui uma taxa elevada de mulheres que recorrem a partos cesáreos (57,5% em 2008).
No mercado de trabalho, o estudo apontou que mesmo com os efeitos negativos da crise sobre o nível de emprego (taxa de desemprego de 7,8%), o Estado continuou apresentando melhora em seus índices qualitativos. Outro fator a ser observado foi uma maior exigência de qualificação de trabalhadores, em que aqueles com menos anos de estudo perderam espaço para os que possuem mais anos de estudo.
Quanto à distribuição de renda, além da queda do índice de pobreza, a classe C obteve o maior crescimento verificado nos últimos nove anos e passou a representar mais de 50% da população capixaba a partir de 2007. Na classe D não houve mudanças significativas, passando de 24,9% em 2001, para 23,7% em 2009. Já na classe AB, que representava 7,8% da população capixaba em 2001, passou para 11,1% em 2009.
Na área de educação é possível notar um aumento na taxa de escolaridade média da população. Cresceu a proporção de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram o ensino médio (11 anos ou mais de estudo) e concluíram o ensino superior (15 anos ou mais de estudo). Nota-se, também, uma redução da taxa de analfabetismo, que diminuiu de 11,5% em 2001 para 8,5% em 2009, o que representa uma queda de 25,6% do número de analfabetos no Estado.
A síntese dos Indicadores Sociais do Espírito Santo encontra-se disponível no site do IJSN. Para ver o documento completo, clique no link.
Informações à Imprensa
Assessoria de Comunicação – IJSN
Andressa Moreno
(27) 3636-8066/ 9901-3294
Texto: Maíra Mendonça